quarta-feira, 4 de junho de 2008

A Sala dos Registros

A SALA DOS REGISTROS
Paulo Jorge Neves Iannuzzi

O Complexo de Gizeh, desde os antigos egípcios, é motivo de perplexidade! A humanidade, que agora emerge de um hiato que durou pouco mais de dois mil anos em relação às estruturas de Gizeh, redescobre particularidades no mínimo interessantes a respeito das pirâmides, especialmente a de Khufu (Quéops) e a Esfinge. Detalhes que podem reescrever, pelo menos em parte, a história do Egito e da própria humanidade. O sensitivo americano Edgar Cayce, em sessões psico-mediúnicas, revelou detalhes sobre a origem atlante dos antigos egípcios, devida não somente à colonização das terras do Nilo, como em virtude dos cataclismas que culminaram na submersão da Atlântida (mais especificamente da última grande ilha, Poseidônis). Alguns remanescentes atlantes instalaram-se definitivamente em alguns lugares do planeta, principalmente no Egito. Foi também mencionada a existência de um recinto em algum lugar sob o Complexo de Gizeh, entre a Esfinge e a Grande Pirâmide de Khufu ou no interior da mesma: a "Sala dos Registros" (The Hall of Records). Segundo Cayce, quando sua descoberta e divulgação forem efetivadas, uma reavaliação (talvez até uma revolução) de valores, em quase todas as áreas, principalmente na ciência, acontecerá. Tal sala conteria papiros, ali deixados pelos atlantes e tão bem salvaguardados pelos egípcios. Dogmas, conceitos e preconceitos que perduram por séculos, cairiam por terra. Isto devido ao conteúdo dos supostos papiros que documentariam esse conhecimento, registrando feitos científicos atlantes; seu intercâmbio com civilizações extraterrestres; como dominavam a terra, o mar e o ar; como se deu sua ascensão e queda e sua retirada para muitas partes do globo; além da razão, função e tecnologia de construção das pirâmides, não só egípcias como também as do México; além de outros conhecimentos que a humanidade ainda não estaria preparada para readquirir como, por exemplo, muitos dos processos tidos como paranormais, parapsicológicos e até mesmo religiosos que são, na verdade, científicos. Onde ciência, arte, filosofia e "religião" se fundem. Esta descoberta seria contemporânea ao período de transição do planeta e de toda a humanidade, cujo processo já teve início.
O cientista Robert Bauval eletrizou o meio científico com seu estudo sobre a associação das pirâmides e as estrelas que formam o chamado "Cinturão de Órion" (as Três Marias). Sua "descoberta" (redescoberta?) alerta para o fato que, de acordo com a precessão dos equinócios, movimento astronômico já conhecido pelos egípcios, todo o Complexo de Gizeh se relaciona com o posicionamento dessas estrelas em... 10.500 a.C.! Ora, de acordo com os historiadores, arqueólogos e egiptólogos mais tradicionais, a civilização egípcia data de aprox. 5.500 a.C. As Pirâmides e a Esfinge, de 2500 a.C.; sendo que ainda prevalece o arcaico e cômodo conceito de que as Pirâmides são apenas túmulos! Como, entretanto, pode haver uma evidência astronômica clara de que em 10.500 a.C. uma civilização já florescia no vale do Nilo? No pior das hipóteses, como as pirâmides estariam de pé em 10.500 a.C. ou, pelo menos, seus posicionamentos já estariam, nesta data, de acordo com a posição das estrelas nesta época, demarcados? Sendo assim, por qual razão o planalto de Gizeh estaria perfeitamente nivelado e demarcado em 10.500 a.C. para uma construção que se daria, segundo os egiptólogos tradicionais, em 2.500 a.C., durante o reinado do Faraó Khufu (Quéops), resultando num hiato temporal de, nada menos, 8.000 anos?! Esta data - 10.500 a.C. - coincide com registros das antigas escolas de mistério egípcias e escolas ocultistas atuais sobre a data do afundamento de Poseidônis (última parte do continente atlante) e o êxodo de alguns de seus sacerdotes e líderes e de parte de sua cultura. Isso sem mencionar com profundidade a já comprovada erosão pluvial na Esfinge, cuja resultante nos remete à mesma data, pois somente chuvas torrenciais poderiam provocar a erosão existente. Chuvas torrenciais no deserto? Isto sugere o fato de que tais construções foram erguidas em meio a campos verdes e vegetação tropical. Ambiente que, segundo análises científicas já comprovadas, predominou ao final da última era glacial, no Egito, antes de 10.500 a.C. até, mais ou menos, 7.000 a.C.! O mais eminente egiptólogo egípcio, Zahi Hawass, refuta a possibilidade de a civilização egípcia ter uma história muito mais antiga que a atualmente aceita e, muito menos que esta tivesse origem a partir de outra civilização. Isto se deve à sua postura científica ortodoxa e talvez à sua religião: os seguidores do Islã não aceitam contradições no Alcorão, seu Livro Sagrado, que data a criação do mundo num período muito mais próximo de nós do que 10.500 a.C. Infelizmente, estes e outros livros sagrados ainda são interpretados ao pé da letra. Em, porque não dizer, irônica contrapartida, o mesmo Hawass descobriu um sistema de seis salas, cerca de doze metros abaixo das areias do deserto, exatamente no ponto médio entre a Esfinge e a Pirâmide de Kheph-Rá (Quéfren)! Algumas destas salas levam à antecâmara ligada à câmara principal, batizada de "A Tumba de Osíris". Tal lugar contém informações hieroglíficas magníficas e inéditas. Esta recente descoberta, não permitiu ainda que os pesquisadores chegassem a uma conclusão sobre a finalidade de tal local. Aludem à possibilidade de sua construção datar do período ptolomaico, mas sem dados conclusivos. Pode ser (e realmente tudo indica) muito mais antiga. Ocultistas especulam, pela observação lógica do processo iniciático e ritualístico egípcio, que tal recinto tenha sido uma das "Estações" que o Iniciando a sumo-sacerdote e/ou faraó estagiaria, vindo do templo abaixo da Esfinge, em direção ao conhecimento contido nos papiros da "Sala dos Registros", a qual estaria misteriosamente interligada, e à suprema e final Iniciação, após longa e lenta ascensão, na Câmara do Rei da Grande Pirâmide de Quéops.
Bauval acredita ter localizado (ou pelo menos tem fortes indícios) a "Sala dos Registros". Quando tal fato aconteceu, em 1993, o governo egípcio proibiu pesquisas no local. Estas foram reconduzidas ao final de 1999. Somente o fato de tais registros existirem, sem precisar mencionar seu conteúdo, comprovando a existência da Atlântida, terá efeito bombástico no meio científico e no público em geral. Teremos a História reescrita? Provavelmente. Assim como muitos conceitos científicos estão fazendo hoje como a relatividade e a mecânica quântica na física, por exemplo. Veremos em sua pura origem metafísica, desmistificados, conceitos entendidos atualmente como parapsicológicos, magistas, ocultistas e, por isso, herméticos, tidos por muitos como visionários e fantasiosos e utilizados de forma ignorante, vaidosa, irresponsável e mistificadora por outros tantos. Quem sabe será também uma chave para entendermos o fenômeno ufológico no planeta desde tempos remotos, a colonização da Terra, a atuação em civilizações antigas (ufoarqueologia) e seu retorno definitivo onde se dá a volta do planeta à Grande Ordem Galáctica?...
Especulação? Ficção? Foram exatamente estes os termos atribuídos às obras de Júlio Verne e às "loucuras" renascentistas de Leonardo da Vinci.
Paulo Iannuzzi é pesquisador e professor de ufologia, Egito antigo, pirâmides, projeciologia, fotografia kirlian e estudioso de ocultismo.

MISTÉRIOS DO ANTIGO EGITO
Paulo Jorge Neves Iannuzzi

A humanidade vivencia atualmente um aspecto assaz interessante da sua trajetória cósmica no planeta Terra. Neste momento de "Transição de Eras" ocorre um renascimento e uma redescoberta de valores, conceitos e "ciências tradicionais" de antigas civilizações, moldados ao nosso momento. Destas civilizações, eclode das areias do deserto a mais "milenar" de todas: a civilização egípcia. Não somente pelo eterno mistério que a envolve, mas pelo profundo significado de suas ciências e tradições ocultas. O ponto mais fascinante, com certeza, é a análise entre as interpretações históricas, arqueológicas e o conhecimento da parte "oculta", muitas vezes discordantes. Segundo algumas escolas de mistério, que tradicionalmente se originaram justamente no Antigo Egito, a verdadeira história cronológica, cultural e principalmente científica e ritualística das terras de Khan (como era conhecido o Egito em seus áureos tempos), é, no mínimo, bem diferente do que rezam os livros de história e tratados de Egiptologia Científica.
Na aurora de uma nova Era, onde religião e ciência se fundirão, a redescoberta do Eu interior (busca da auto-realização), coaduna com a filosofia e a ciência hermética egípcia; pois Khan não consistia apenas num punhado de monumentos, templos, obeliscos e hieróglifos. Khan era uma terra em que os tribunais, dos sacerdotes ao faraó, sabiam "ler" na aura e na rotação dos chacras do réu, as "manchas" denunciantes de sua acusação. Lugar em que o estudo e aplicação da radiônica, psicotrônica e cristais (juntamente com símbolos sagrados e mandalas), só encontrou paralelo na sua antiga mestra, da qual foi colônia: a Atlântida. Atualmente, só os estudiosos mais ortodoxos sustentam a já superada tese de que as pirâmides, principalmente as do complexo de Gizeh (Quéops, Quéfren e Miquerinos), são apenas túmulos. Ora, qualquer navegador sideral, em qualquer parte da galáxia pode localizar a Terra por esta "antena" conhecida como Pirâmide de Khufu (Quéops). Esta é uma das inúmeras funções da forma piramidal de base quadrangular, objeto de tecnologia extraterrestre, introduzido na Atlântida, representativo do quaternário da forma, buscando no seu ápice a comunhão cósmica.
Em Khan, os Templos eram construídos segundo princípios cósmicos e telúricos, obedecendo aos conceitos da "Geografia Sagrada", e sua estrutura estava de acordo com a anatomia oculta do ser humano. Lugar onde era lei, principalmente por parte da classe sacerdotal, a elaboração dos três círculos energéticos de proteção contra emanações de polaridade negativas oriundas não só de pessoas com forte poder mental, mas também dos Afrits (larvas, miasmas e demônios de grande poder do astral inferior). O "Contra-egum", objeto dos cultos "Afro" (Candomblé, Umbanda e etc.), consiste num pequeno cordame colocado um pouco abaixo do umbigo e nos braços. Será coincidência a utilização por parte dos sacerdotes e, principalmente dos faraós, de pequenos cintos e braceletes exatamente nas mesmas regiões, somando-se a isso uma fivela com determinados símbolos hieroglíficos emanadores de um campo energético? As iniciações nos templos de Karnak, Denderah, Abydos, Annu (Heliópolis), etc, que continham experiências projetivas da consciência, apresentação aos cinco elementos (Éter, Fogo, Terra, Ar e Água), identificação e atuação sobre espectros e outras formas do astral, eram duras provas pelas quais o vitorioso ouvia a voz de Harmarkis (Esfinge), tendo assim permissão para passar pelo 3º Portal do Amentis (Plano Astral), não raro, alcançando a iluminação, prestando, desta forma, reverências à Cruz Ansata (ANKH) sob os olhares de Osíris e Ísis. Em contrapartida, aquele que não alcançava o grau a que se propôs, na maioria das vezes perdia a vida entre as paredes, tanques com água ou no fogo, perdido nos corredores e câmaras subterrâneas dos templos e das pirâmides. Bem diferente dos dias atuais onde, por parte dos incautos, qualquer "espirro" chega a ser um "Processo Iniciático".

A LINGUAGEM DA NATUREZA
Tova Sender

Certamente existe uma linguagem universal anterior a toda forma de comunicação convencional. Esta linguagem pulsa em tudo, todo o tempo: está no homem, na natureza, no universo. Até o mineral mais inerte vibra energia e se comunica, a seu modo, com todo o resto. É tarefa do homem encontrar a chave do código no qual a linguagem cósmica está cifrada. Na realidade, somente o homem poderá fazê-lo. O cosmos é um organismo inteligente que envia sinais por meio de seus elementos, os seres dos planos superiores, os astros, os reinos da natureza. Tais sinais serão decodificados pelo homem, seja por meio da sensação, do sentimento, da mente, do psiquismo ou do espírito. Se não passarem pelo processo de decodificação, permanecerão no estado latente; mas a mensagem estará perdida. Ao que tudo indica, os mitos se constituem numa tentativa de interpretar os sinais, revelando os padrões arquetípicos que se insinuam nos fenômenos naturais, em estreita interação com os arquétipos psíquicos inerentes ao homem. A produção mitológica, que representa o aspecto simbólico da linguagem implícita e subjacente a todas as coisas, detém um caráter coletivo, de acordo com os elementos culturais que a compõem, e resulta da interpretação de grupos específicos. Esta possibilidade, que se apresenta no nível coletivo sob a forma dos mitos, ocorre também no nível individual, quando o homem, penetrando o âmago da sua essência, decodifica a linguagem cósmica, não somente por meio dos elementos culturais do grupo ao qual pertence, como antes mencionamos, mas também dos elementos que compõem a sua própria subjetividade, numa leitura única, peculiar e particular. É o seu modo próprio de interagir com o universo, criando uma ponte entre o seu mundo interno e as suas circunstâncias externas. Esta ponte parece ser uma via de mão dupla, onde o estado psíquico afeta as circunstâncias externas e vice-versa. Não causa estranheza a afirmação de que o mundo externo afeta o interno; talvez, o que venha a parecer novo seja a possibilidade de o psiquismo - tendo em vista seus conteúdos - interferir nas circunstâncias da vida, o que significa, o mundo interno afetando a realidade externa. É certo que esta possibilidade só é perceptível quando ocorre a decodificação dos sinais que pulsam todo o tempo em tudo. Sem a leitura, a mensagem permanece cifrada e velada.
A ponte entre o mundo interno e a realidade externa não se rege pelas leis de causa e efeito. Há uma relação de reciprocidade e simultaneidade entre as vivências psíquicas e os fatos circunstanciais. À primeira vista, não há qualquer relação entre os eventos em interação; para um olhar desatento, a ocorrência de situações análogas e sincronísticas entre o mundo interno e o externo são freqüentemente justificadas como simples coincidências. Para um olhar ainda mais desatento, nem mesmo as "coincidências" são percebidas. Decodificar os sinais do universo é possível: é conectar-se com todo o resto formando uma unidade absoluta com o cosmos; é comunicar-se com os fenômenos naturais numa linguagem sem palavras, mas cheia de significados; é entrar definitivamente num processo de auto-conhecimento, entendendo a si mesmo como um modelo para a totalidade, mas também como um reflexo da totalidade. Estabelecer o contato com os símbolos é um aprendizado que pode exigir tempo e atenção. Os resultados, contudo, são compensadores. É preciso começar; o resto acontece. A linguagem dos símbolos está em toda parte enviando sinais por meio dos códigos da natureza. Para uma mente treinada, uma simples borboleta na vidraça da janela pode se constituir em mensagem, resposta, aviso, aconselhamento. Talvez uma boa fórmula para iniciar o exercício desta prática seja: Quer transformar a si mesmo? Observe as suas circunstâncias. Quer transformar as suas circunstâncias? Observe a si mesmo. Assim, o mundo adquire um outro sentido: os valores se modificam, as pequenas coisas se tornam importantes, as grandes coisas perdem o valor, e o homem se renova.

UMA VISÃO SOBRE THELEMA
Johann Heyss

A palavra grega Thelema, que significa vontade, nomeia e sintetiza esta corrente mágica e filosófica estabelecida no começo do Século XX pelo ocultista inglês Aleister Crowley. Por mais simples que seja a palavra em si, seu significado contém várias camadas. Há uma diferença entre Vontade (co "V" maiúsculo) e vontade: a primeira vem a ser a necessidade primordial da alma, enquanto a segunda nada mais é do que uma elucubração da mente. A real Vontade está além da mente racional, pois o raciocínio é algo que se desenvolve através do cérebro, o qual é parte do corpo físico. Já a Vontade da alma é algo inato, que acompanha o indivíduo, no mínimo, desde o nascimento. A mente, neste caso, funciona como um entrave, o que não implica ser o raciocínio lógico sempre um inimigo da evolução humana - muito ao contrário. O domínio da mente é a matéria, e o domínio da alma é o abstrato: se estes princípios são compreendidos, ocorre a fluência e a interseção de ambos os mundos, material e metafísico.
Da mesma forma, a junção de Amor, Erotismo e Vontade se traduz como a mais perfeita das conjunções. Isto se confirma ao analisarmos a palavra Thelema e ao se comparar a mesma com outras palavras. Podemos fazer isto através da Gematria, um método da Qabalah (sistema místico judaico que é a base do misticismo e do ocultismo ocidentais) no qual as palavras são somadas e transformadas em numerais. Isto é possível porque a língua hebraica, que é a língua qabalística original, possui em seu alfabeto letras que são também números. O mesmo se dá na Qabalah grega. Assim, a soma das letras/numerais da palavra THELEMA (Qelhma) resulta em 93, número-chave para a filosofia thelêmica. Este mesmo 93 é o número resultante da soma da palavra Agape (Amor), daí "Faz o que tu queres, há de ser tudo da Lei" e "Amor é a lei, amor sob vontade", os dois axiomas essenciais para esta linha ocultista. Grandes mistérios estão contidos nestas simples frases. Contudo, a própria natureza da filosofia impede interpretações destas, o que, segundo o Liber Al vel Legis, a principal escritura thelêmica, gera "focos de pestilência". Isto se dá porque todas as escrituras religiosas acabaram por se tornar focos de pestilência, devido às estreitas interpretações de devotos, os quais são normalmente intransigentes e querem impor ao seu vizinho a sua própria concepção de Deus. A Bíblia Cristã já foi tão distorcida que a mensagem de tolerância e pacifismo de Jesus Cristo, um dos mais importantes avatares da Era de Peixes (tenha sido ele lenda ou personagem histórico) acabou por justificar as atrocidades de anti-tolerância que são parte documentada da História. O Alcorão, que eleva a alma e a mente como grande literatura e sofisticado sistema espiritual, acaba tendo seu nome borrado pelas atrocidades que grupos fundamentalistas - um eufemismo para terroristas - praticam, ainda na fronteira do século XX para XXI, devastações em países como o Afeganistão. Muçulmanos, Cristãos e Judeus se engalfinham por causa de Jerusalém. Tudo isto é resultado de interpretações variadas de escritura sagradas, as quais são tidas como definitivas manifestações da verdade. Sendo múltiplas as percepções da verdade, é evidente que haverá uma luta interminável para que se estabeleça uma verdade única, e isso é o que vemos na prática - o resto são quimeras, ilusões, castelos de areia. Detrás de cada religião se esconde uma força política, o que vem a ser a grande prostituição da espiritualidade do indivíduo. Liber Al vel Legis, ou O Livro da Lei, como escritura sagrada do Novo Aeon, traz instruções cifradas de toda espécie, as quais devem ser descobertas por cada um. O que Liber Al me diz serve apenas para mim. A sua visão particular do mesmo livro trará as revelações necessárias para você. E se ambos começarmos a discutir o livro, haverá pestilência, ou seja, um de nós dois (ou sejam quantos forem envolvidos na discussão) irá se sobrepor aos demais, em sua visão do livro. A preponderância se dará seja por poder verbal, carisma, poder material, o que for, e daí nasce a corrupção. A descoberta e evolução espiritual são um processo solitário.
Alguns indivíduos podem apreciar a troca de idéias e a energia condensada de rituais feitos com parceiros. Ainda assim, o foco deve estar voltado para si próprio, com a consciência de que cada ser humano é um indivíduo único, dotado de metabolismo e leis próprias. A tentativa de moldar os homens num padrão é uma maneira de animalizá-los, de transformá-los em gado, uma manobra típica de sistemas políticos (amparados pelas religiões, que trazem os dogmas - verdades construídas artificialmente que devem ser aceitas como fato concreto). A palavra Vontade, em seu sentido mais profundo, representa a quintessência que deve ser descoberta e cultivada e a base de toda a filosofia à qual dá nome. Por tudo isto, Thelema é um dos sistemas filosóficos mais indicados para o estado de consciência arquetípico que vivemos nos dias atuais, mas mesmo assim ocorrem distorções, pois a leitura depende muito do leitor. Thelema, por sua natureza mesma, não cabe em organizações, não cabe em regras, não cabe em sistemas. É o reconhecimento da total responsabilidade de cada um pelo cumprimento ou não de seu Dharma, sua verdadeira Vontade. Aleister Crowley não foi um homem cujos passos devem ser seguidos, mas sim alguém que em sua loucura (ou sã consciência) vislumbrou o estado essencial das coisas e de nossos tempos, o nosso Aeon.

ALQUIMIA: O USO DAS VIBRAÇÕES NA TRANSMUTAÇÃO
Eduardo Rocchigiani

Os alquimistas são os "filósofos da matéria" e têm por objetivo atingir a compreensão da natureza e dominar (conhecer) suas leis, sendo hoje chamada a alquimia de "a arte de alterar ou utilizar as vibrações". Na concepção alquímica, o Universo originou-se de uma substância única, indiferenciada (matéria prima ou quintessência), a qual polarizou-se em princípios ativo e passivo, derivando daí o mundo manifesto. Este azoth alquímico corresponde ao conceito ocultista da luz astral (o mesmo veículo ao qual se referem os médiuns que lidam com cura espiritual ou materializações).
A alquimia surgiu provavelmente no Egito, como sugere a raiz grega do nome (khemia = transmutação, fusão, mistura), e corresponde ao nome copta do Egito (Khem = terra negra), segundo Plutarco. Os árabes (que invadiram o Egito em 640), incorporaram esse vocábulo na forma Al-Kimiya (transformação através de Alá). O fundador mítico da filosofia alquímica é o egípcio Hermes Trismegistos (associado ao deus Toth), mas a lenda cristã a atribui aos anjos, que ensinaram os segredos da natureza a alguns homens ao apaixonarem-se pelas mulheres terrenas.
São quatro os postulados básicos da alquimia:
1)- A unidade do princípio material (matéria prima primordial);
2)- Evolução da matéria (todos os elementos são radioativos, uns mais outros menos, de forma que ao longo de milhões de anos, mesmos os átomos considerados estáveis, sofrem transformações análogas à dos elementos instáveis);
3)- Os elementos químicos representam estados de evolução (sendo o ouro o mais perfeito);
4)- A transformação é o resultado de uma evolução natural ainda desconhecida do homem, a qual é possível reproduzir em laboratório, sendo este trabalho ao mesmo tempo espiritual e material (ora et labora = reza e trabalha; de onde vem a palavra laboratório = labor + oratório).
Segundo Frater Albertus, "ervas, animais e metais - tudo cresce a partir da semente". Esta "semente" é denominada spiritus ou astra. Os metais, como seres vivos, podem estar sujeitos a doenças diversas, como comprovam alguns experientes radiestesistas ou radiônicos, inclusive eles podem até ‘morrer’, e geralmente os metais que empregamos estão realmente mortos, uma vez que perderam seu spiritus. O uso de alguns destes metais ‘adoecidos’ ou de ligas metálicas cuja combinação se origina de metais de caráteres diversos, pode precipitar o surgimento de diversos males. Segundo a filosofia alquímica e os princípios da magia, os sete metais planetários são os que mais acumulam spiritus de natureza análoga à "influência" planetária correspondente. Eles apresentam um ritmo energético oscilante, de acordo com a posição do astro a ele associado (é o "biorritmo" do metal). Como o próprio Hahnemann (fundador da homeopatia) comprovou, as coisas que são de alguma maneira semelhantes na natureza de suas vibrações características têm afinidade entre si. Isto é conhecido como "Princípio das Correspondências ou Concordâncias". Os florais e a homeopatia baseiam-se em princípios elementares da alquimia herbácea (alquimia vegetal, que compõe a "Pequena Circulação", em contraposição à alquimia mineral ou "Grande Circulação"). Em ambos os casos, o princípio ativo é a quintessência dos elementos impregnada num catalisador (água ou álcool).
A alquimia é, antes de mais nada, um sistema de autotransformação. O caminho é ao mesmo tempo espiritual e material. Existem duas vias para o pesquisador: a via úmida e a via seca (ou a do sábio e do filósofo). Uma é mais rápida do que a outra; no entanto, é muito mais arriscada. A transmutação ocorre livre na natureza e intriga diversos pesquisadores: como é possível que uma galinha, cuja ração é absolutamente carente de cálcio, possa gerar ovos, sabendo-se que a descalcificação de seus ossos não responde o suficiente para o processo? Como um pinto recém-nascido pode ter mais cálcio do que a gema que o gerou? Estes e muitos outros mistérios serão esclarecidos no dia em que o homem se debruçar sobre o conhecimento antigo, sem preconceitos, e estudá-los com afinco, como nos diz Fritjof Cappra ("O Tao da Física").

PENTAGRAMA, O SÍMBOLO MÁGICO... DAS ANTIGAS TRADIÇÕES ATÉ HOJE
Deise G. Ruas

Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre se sentiu envolto por forças superiores e trocas energéticas que nem sempre soube identificar. Sujeito a perigos e riscos, teve a necessidade de captar forças benéficas para se proteger de seus inimigos e das vibrações maléficas. Foi em busca de imagens, objetos, e criou símbolos para poder entrar em sintonia com energias superiores e ir ao encontro de alguma forma de proteção.
Dentre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, se destaca o pentagrama, que evoca uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no número 5, que exprime a união dos desiguais. As cinco pontas do pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o principio masculino, e o 2, que corresponde ao princípio feminino. Ele simboliza, então, o andrógino. O pentagrama sempre esteve associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo conseqüentemente chamado de "Laço Infinito".
A potência e associações do pentagrama evoluíram ao longo da história. Hoje é um símbolo onipresente entre os neo-pagãos, com muita profundidade mágica e grande significado simbólico.

ORIGENS, RITOS E CRENÇAS

Um de seus mais antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do pentagrama aparecia em inscrições reais e simbolizava o poder imperial que se estendia "aos quatro cantos do mundo". Entre os Hebreus, o símbolo foi designado como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Às vezes é incorretamente chamado de "Selo de Salomão", sendo, entretanto, usado em paralelo com o Hexagrama. Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As. Pitágoras, filósofo e matemático grego, grande místico e moralista, iniciado nos grandes mistérios, percorreu o mundo nas suas viagens e, em decorrência, se encontram possíveis explicações para a presença do pentagrama, no Egito, na Caldéia e nas terras ao redor da Índia. A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos pitagóricos, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como "A Proporção Dourada", que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos.
Para os agnósticos, era o pentagrama a "Estrela Ardente" e, como a Lua crescente, um símbolo relacionado à magia e aos mistérios do céu noturno. Para os druidas, era um símbolo divino e, no Egito, era o símbolo do útero da terra, guardando uma relação simbólica com o conceito da forma da pirâmide. Os celtas pagãos atribuíam o símbolo do pentagrama à deusa Morrigan. Os primeiros cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão. Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao pentagrama; pelo contrário, era a representação da verdade implícita, do misticismo religioso e do trabalho do Criador. O imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 d.C., usou o pentagrama junto com o símbolo de chi-rho (uma forma simbólica da cruz), como seu selo e amuleto. Tanto na celebração anual da Epifania, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso neo-pagão do pentagrama. Em tempos medievais, o "Laço Infinito" era o símbolo da verdade e da proteção contra demônios. Era usado como um amuleto de proteção pessoal e guardião de portas e janelas.
Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e amealhou também grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da "Ordem dos Templários", ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Há grande evidência da criação de outros alinhamentos geométricos exatos de Pentagramas como também de um Hexagrama, centrados nesse pentagrama natural, na localização de numerosas capelas e santuários nessa área.
Está claro, no que sobrou das construções dos Templários, que os arquitetos e pedreiros associados à poderosa ordem conheciam muito bem a geometria do pentagrama e a "Proporção Dourada", incorporando aquele misticismo aos seus projetos.
Entretanto, a "Ordem dos Templários" foi inteiramente dizimada, vítima da avareza da Igreja e de Luiz IX, religioso fanático da França, em 1.303. Se iniciaram os tempos negros da Inquisição, das torturas e falsos-testemunhos, de purgar e queimar, esparramando-se como a repetição em câmara-lenta da peste negra, por toda a Europa. Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos "interesses" da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo diabolismo ao qual buscou se opor. O pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um bode ou o diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar. Também, por esse tempo, envenenar como meio de assassinato entrou em evidência. Ervas potentes e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas, entraram na farmacopéia dos curandeiros, dos sábios e das bruxas. Curas, mortes e mistérios desviaram a atenção dos dominicanos da Inquisição, dos hereges cristãos, para as bruxas pagãs e para os sábios, que tinham o conhecimento e o poder do uso dessas drogas e venenos. Durante a purgação das bruxas, outro deus cornudo, como Pan, chegou a ser comparado com o diabo (um conceito cristão) e o pentagrama - popular símbolo de segurança - pela primeira vez na história, foi associado ao mal e chamado "Pé da Bruxa". As velhas religiões e seus símbolos caíram na clandestinidade por medo da perseguição da Igreja e lá ficaram definhando gradualmente, durante séculos.

DO RENASCIMENTO ATÉ HOJE

As sociedades secretas de artesãos e eruditos, que durante a inquisição viveram uma verdadeira paranóia, realizando seus estudos longe dos olhos da Igreja, já podiam agora com o fim do período de trevas da Inquisição, trazer à luz o Hermetismo, ciência doutrinaria ligada ao agnosticismo surgida no Egito, atribuída ao deus Thot, chamado pelos gregos de Hermes Trismegisto, e formada principalmente pela associação de elementos doutrinários orientais e neoplatônicos. Cristalizou-se, então, um ensinamento secreto em que se misturavam filosofia e alquimia, ciência oculta da arte de transmutar metais em ouro. O simbolismo gráfico e geométrico floresceu, se tornou importante e, finalmente, o período do Renascimento emergiu, dando início a uma era de luz e desenvolvimento. Um novo conceito de mundo pôde ser passado para a Europa renascida, onde o pentagrama (representação do número cinco), significava agora o microcosmo, símbolo do Homem Pitagórico que aparece como uma figura humana de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz; o Homem Individual. A mesma representação simbolizava o macrocosmo, o Homem Universal - dois eixos, um vertical e outro horizontal, passando por um mesmo centro. Um símbolo de ordem e de perfeição, da Verdade Divina. Portanto, "o que está em cima é como o que está embaixo", como durante muito tempo já vinha sendo ensinado nas filosofias orientais.
O pentagrama pitagórico - que se tornou, na Europa, o de Hermes, gnóstico - já não aparece apenas como um símbolo de conhecimento, mas também como um meio de conjurar e adquirir o poder. Figuras de Pentagramas eram utilizadas pelos magos para exercer seu poder: existiam Pentagramas de amor, de má sorte, etc. No calendário de Tycho Brahe "Naturale Magicum Perpetuum" (1582), novamente aparece a figura do pentagrama com um corpo humano sobreposto, que foi associado aos elementos. Agripa (Henry Cornelius Von de Agripa Nettesheim), contemporâneo de Tycho Brahe, mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo. Mais tarde, o pentagrama veio simbolizar a relação da cabeça para os quatro membros e conseqüentemente da pura essência concentrada de qualquer coisa, ou o espírito para os quatro elementos tradicionais: terra, água, ar e fogo - o espírito representado pela quinta essência (a "Quinta Essentia" dos alquimistas e agnósticos).
Na Maçonaria, o homem microcósmico era associado com o Pentalpha (a estrela de cinco pontas). O símbolo era usado entrelaçado e perpendicular ao trono do mestre da loja. As propriedades e estruturas geométricas do "Laço Infinito" foram simbolicamente incorporadas aos 72 graus do Compasso - o emblema maçônico da virtude e do dever. Nenhuma ilustração conhecida associando o pentagrama com o mal aparece até o Século XIX. Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) ilustra o pentagrama vertical do homem microcósmico ao lado de um pentagrama invertido, com a cabeça do bode de Baphomet (figura panteísta e mágica do absoluto). Em decorrência dessa ilustração e justaposição, a figura do pentagrama, foi levada ao conceito do bem e do mal. Contra o racionalismo do Século XVIII, sobreveio uma reação no Século XIX, com o crescimento de um misticismo novo que muito deve à Santa Cabala, tradição antiga do Judaísmo, que relaciona a cosmogonia de Deus e universo à moral e verdades ocultas, e sua relação com o homem. Não é tanto uma religião, mas, sim, um sistema filosófico de compreensão fundamentado num simbolismo numérico e alfabético, relacionando palavras e conceitos. Eliphas Levi foi um expositor profundo da Cabala e instrumentou o caminho para a abertura de diversas lojas de tradição hermética no ocidente: a "Ordem Temporale Orientalis" (OTO), a "Ordem Hermética do Amanhecer Dourado" (Golden Dawn), a "Sociedade Teosófica", os "Rosacruzes", e muitas outras, inclusive as modernas Lojas e tradições da Maçonaria. Levi, entre outras obras, utilizou o Tarot como um poderoso sistema de imagens simbólicas, que se relacionavam de perto com a Cabala. Foi Levi também quem criou o Tetragrammaton - ou seja, o pentagrama com inscrições cabalísticas, que exprime o domínio do espírito sobre os elementos, e é por este signo que se invocavam, em rituais mágicos, os silfos do ar, as salamandras do fogo, as ondinas da água e os gnomos da terra" ("Dogma e Ritual da Alta Magia" de Eliphas Levi). A Golden Dawn, em seu período áureo (de 1888 até o começo da primeira guerra mundial), muito contribuiu para a disseminação das raízes da Cabala Hermética moderna ao redor do mundo e, através de escritos e trabalhos de vários de seus membros, principalmente Aleister Crowley, surgiram algumas das idéias mais importantes da filosofia e da mágica da moderna Cabala.
Em torno de 1940, Gerald Gardner adotou o pentagrama vertical, como um símbolo usado em rituais pagãos. Era também o pentagrama desenhado nos altares dos rituais, simbolizando os três aspectos da deusa mais os dois aspectos do deus, nascendo, então, a nova religião de Wicca.
Por volta de 1960, o pentagrama retomou força como poderoso talismã, juntamente com o crescente interesse popular em bruxaria e Wicca, e a publicação de muitos livros (incluindo vários romances) sobre o assunto, ocasionando uma decorrente reação da Igreja, preocupada com esta nova força emergente. Um dos aspectos extremos dessa reação foi causado pelo estabelecimento do culto satânico - "A Igreja de Satanás" - por Anton La Vay. Como emblema de sua igreja, La Vay adotou o pentagrama invertido (inspirado na figura de Baphomet de Eliphas Levi). Isso agravou com grande intensidade a reação da Igreja Cristã, que transformou o símbolo sagrado do pentagrama, invertido ou não, em símbolo do diabo. A configuração da estrela de cinco pontas, em posições distintas, trouxe vários conceitos simbólicos para o pentagrama, que foram sendo associados, na mente dos neo-pagãos, a conceitos de magia branca ou magia negra. Esse fato ocasionou a formação de um forte código de ética de Wicca - que trazia como preceito básico: "Não desejes ou faças ao próximo, o que não quiseres que volte para vós, com três vezes mais força daquela que desejastes".
Apesar dos escritos criados para diferenciar o uso do pentagrama pela religião Wicca, das utilizações feitas pelo satanismo, principalmente nos Estados Unidos, onde os cristãos fundamentalistas se tornaram particularmente agressivos a qualquer movimento que envolvesse bruxaria e o símbolo do pentagrama, alguns wiccanianos se colocaram contrários ao uso deste símbolo, como forma de se protegerem contra a discriminação estabelecida por grupos religiosos radicais. Apesar de todas as complexidades ocasionadas através dos diversos usos do pentagrama, ele se tornou firmemente um símbolo indicador de proteção, ocultismo e perfeição. Suas mais variadas formas e associações em muito evoluíram ao longo da história e se mantêm com toda a sua onipresença, significado e simbolismo, até os dias de hoje.
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