quarta-feira, 4 de junho de 2008

Chakras

CHAKRAS

Dra. Hélida

Segundo a antiga ciência do Tantra, o corpo humano é visto como o instrumento mais perfeito para a expansão da consciência. Esta perfeição é concretizada e expressada através do desenvolvimento saudável de centros psíquico-energéticos chamados Chakras.

Estão localizados no sistema cérebro-espinhal, mais especificamente, 5 no canal da medula espinhal, dentro da coluna vertebral, e 2 na cabeça, e são o estágio no qual se realiza a interação entre a consciência superior e o desejo (como a manifestação de nossas vontades). Existem milhares de centros de força distribuídos pelo corpo. Segundo as escolas orientais, eles são mais de 88.000 e encontram-se interligados através dos vários canais de energia, assim como também os 12 meridianos e canais da acupuntura, mas para a nossa discussão, vamos falar apenas dos sete chakras principais, sob o ponto de vista clínico, embora a abordagem que eu vá fazer, muitas vezes esbarre em outras concepções.
A regulação deste fluxo energético acontece obedecendo a uma mecânica vibratória dos chakras, que repassam a energia aos meridianos, que por sua vez a direciona às glândulas e aos órgãos. Uma intervenção puramente clínica no sistema endócrino geralmente tem reflexos no sistema de chakras; o oposto também acontece, isto é, uma intervenção nossa no sistema de chakras pode direcionar o sistema endócrino para um equilíbrio.

Os chakras estão sempre ativos no nosso corpo, quer tenhamos ou não consciência da sua existência. A energia da vida (prana, na concepção indiana, ou ki, na concepção que eu utilizo, que é a da Medicina Tradicional Oriental), move-se através destes centros produzindo diferentes estados psíquicos. E somáticos também. E espero que todos leiam algum material além deste, para conhecer outras linguagens e concepções, mas vou aqui seguir a minha linha de pensamento, aliás, expressa nas conversas que tivemos... (mas é mesmo legal que cada um de nós leia, para podermos voltar a debater esse assunto na sala, não é)?

Em termos de forma, os chakras são como redemoinhos de energia (pequenos círculos brilhantes, de energia giratória), que funcionam como uma espécie de aparelho de captação e expulsão de energia; estão em constante movimento e têm um diâmetro variável; isso vai depender de como estão inseridos no sistema de chakras e de como cada um está em relação ao(s) outro(s). E de como reagimos frente às circunstâncias da nossa vida. Estão localizados numa camada de energia que envolve o corpo físico, a aura, e ligam o corpo físico ao energético.
O perfeito funcionamento destes centros energéticos se traduz na saúde psíquica e energética e quando a abertura dos sete chakras principais acontece em todos os níveis, então acontece o que se chama Equilíbrio ou Iluminação. Entretanto, eles se abrem e fecham, dependendo do momento de vida que vivemos e da situação de equilíbrio dos chakras entre si. Porque eles se comunicam, geralmente com o que lhe está situado imediatamente acima ou abaixo, mas não é desejável que os distantes se comuniquem, pois traduz patologia.

A regulação dessa energia acontece obedecendo a uma mecânica vibratória dos chakras, que repassam a energia aos meridianos que, por sua vez, a direciona ao Sistema glandular-hormonal (endócrino) e aos órgãos.
O Sistema Endócrino está, assim, relacionado ao Sistema de Chakras, uma vez que o desequilíbrio em um, se manifesta em desequilíbrio no outro. Muitas vezes, a intervenção em um beneficia o outro.
Os chakras estão sempre ativos no nosso corpo, quer tenhamos ou não consciência de sua existência. A energia da vida, Prana, na concepção indiana, ou Ki, na concepção da Medicina Tradicional Oriental, move-se através desses centros, e atua fazendo conexões entre os níveis interiores e o corpo físico, produzindo diferentes estados psíquicos e quadros clínicos decorrentes de alterações no fluxo dessa energia.

Em termos de forma, os chakras são como redemoinhos de energia (pequenos círculos brilhantes, de energia vibratória), que funcionam como uma espécie de aparelho de captação e expulsão de energia; estão em constante movimento e têm um diâmetro variável, dependendo de como cada um está em relação a si mesmo e em relação aos outros. E também de como reagimos frente às circunstâncias da nossa vida. Ligam o corpo físico ao energético.
O perfeito funcionamento destes centros energéticos se traduz em nossa saúde psíquica e energética. O contrário, em doenças, na sua maioria crônicas. Eles evoluem ou não, de forma natural, como parte do desenvolvimento das pessoas.
É possível acelerar esse processo evolucionário, aprendendo a trabalhar as nossas energias, pois os chakras giram de acordo com o grau de energia do sistema, e esta pode ser modificada, remodelada, reaproveitada, sem desperdício.
Uma das formas de harmonizar e desenvolver estes centros energéticos é através da canalização da Energia Ki com o método Reiki. Ou, em uma outra abordagem, com a acupuntura. Ou então, como participantes ativos do processo, através da nossa disposição em reconhecer nossas fragilidades e nossa vontade de modificar esses padrões. Mas, apenas para relembrar, vamos ver, então, nessa primeira parte, quais as principais características de cada um dos sete chakras, e vou colocar seus atributos quando saudáveis, seus bloqueios e sintomas físicos que manifestam o desequilíbrio também; assim cada um de nós poderá relacionar-se com eles e identificar, talvez, que tipo de chakra é (pessoa tipo chakra), como melhor trabalhar as características positivas de cada chakra e que tipo de tarefa tem a cumprir nessa existência, bem como a maneira de melhor se harmonizar, consigo, com os outros, e com a Energia Universal. Da mesma forma, é comum relacionar-se os chakras ao Esquema cabalístico das esferas da Árvore da Vida, uma vez que esta também representa, de certa forma, o corpo humano. É interessante também se fazer a correlação com os Vícios e Virtudes de cada esfera, assim como com a Experiência espiritual a ser vivida.

* * *

1º CHAKRA - CHAKRA DA RAIZ OU BÁSICO (Kundalini)

Designação em Sânscrito: Muladhara (Raiz / Base).
Localização: Base da coluna vertebral, na região entre os órgãos genitais e o cóccix.
Corpo Áurico: Etérico Físico.
Sistema Endócrino: Glândulas Supra-renais.
Relação Física: Rins, bexiga e medula espinhal.
Cor: Vermelho.
Relação com a Árvore da Vida: Malkuth, o Reino, a manifestação da energia pura de Kether.
Função: É conhecido no Oriente como o portal da Vida e da Morte, do nascimento e do renascimento e é o centro da sobrevivência, da expressão criativa, da capacidade de usufruir da abundância do planeta. Está associado ao contato entre o corpo e o mundo exterior, através dos sentidos. E se relaciona aos chakras dos pés.

Kundalini é uma importante energia relacionada à evolução humana (tanto espiritual como biológica), pois podemos usá-la inclusive para "remodelar" nosso corpo, além do sistema de chakras. É uma palavra sânscrita e tem sido traduzida de várias maneiras:

Kund, que significa "Queimar", e este é o significado essencial, pois a kundalini é fogo em seu sentido de abrasamento.
Kunda, que significa "Orifício ou Cavidade", o que nos dá uma idéia do recipiente onde o fogo arde.
Kundala, que significa " Espiral ou Anel" e que nos dá uma idéia do modo pelo qual o fogo atua e se desenvolve.

A palavra Kundalini se originou de todos esses derivados, que atribuem o poder feminino criativo ao fogo, o Fogo Serpentino, como também é conhecido este poder criativo feminino, que está adormecido dentro de uma cavidade, ou dentro de um útero, e que desperta para o movimento sob forma de impetuosa subida e emissão de torrentes de fogo. É uma energia vermelha ardente, que sobe pelos outros chakras, em situações se perigo imediato, ou de forma provocada. Ela é uma palavra que significa o aspecto feminino da força criativa da evolução, e que se encontra adormecida, porém em potencial muito particular, na base da coluna vertebral humana. O poder de controle surge quando as regiões mais elevadas do caminho evolutivo estão sendo atingidas, regiões que a grande maioria da humanidade ainda não percebe. Uma vez equilibrado, este chakra desperta com sua energia todos os outros, harmonizando-os. A Kundalini pode acelerar o processo evolutivo dos chakras, quando despertada com responsabilidade e propósito, e é a energia mais sublime do ser humano. Permite a livre expressão, a interação com a vida e capacidade de estar no mundo.

A Kundalini é simbolizada como uma serpente enroscada dentro do chakra Muladhara: essa força energética deve ascender, passando por todos os chakras, nutrindo-os e reavivando-os até alcançar o sétimo chakra, no alto da cabeça.
Pode ser considerada a guardiã da nossa evolução. Ela está associada a Durga, a Criadora, Chandi, a feroz, e Kali, a destruidora. Mas é a manifestação da dualidade Shiva/ Shakti, energia divina, na mais profunda concepção. O seu poder, quando despertado por pessoas sem ancoragem e sem orientação, e quando não se faz o equilíbrio dos outros chakras, pode levar a alterações fisiológicas e psíquicas sérias, com evolução para quadros mentais. Também pode causar a queima de todo o sistema de chakras. Sintomas físicos como perda do apetite, erupções cutâneas, insônia entre outros, assim como neurológicos tais como devaneios, visões e descontrole dos centros vestibulares encefálicos do equilíbrio, podem sinalizar para problemas de represamento desta energia em algum ponto do sistema de chakras.

2º CHAKRA - CHAKRA DO SACRO OU SEXUAL

Designação em Sânscrito: Svadhisthana (O nosso próprio lugar).
Localização: Entre o umbigo e o osso púbico.
Corpo Áurico: Emocional.
Sistema Endócrino: Gônadas.
Relação Física: Órgãos sexuais, útero, ovários, próstata.
Cor: Laranja.
Relação com a Árvore da Vida: Yesod
Função: É aqui que se concentram as qualidades que têm a ver com a sexualidade, com a curiosidade, com as emoções, com as relações afetivas, o gosto pela arte. Possibilita o amor à vida, fazendo com que esta seja dotada de mais prazer. Sua energia nos impulsiona a satisfazer nossas necessidades de sobrevivência, para manifestar nossas necessidades do ser.

Pessoas com o segundo chakra fechado geralmente são aquelas que apresentam os aspectos intelectual e emocional da sexualidade dissociados, nas suas relações afetivas. É uma postura cultural comum aos homens e a algumas mulheres, que estão no mundo com postura masculina por necessidade da sua vida. São pessoas tidas como distantes, frias e pouco receptivas às emoções. Para trabalhar este chakra, essas pessoas devem procurar a convivência com aquelas que não desistiram de tocá-las emocionalmente, das que não se negariam a partilhar seus sentimentos e não se envergonhariam de manifestar e partilhar as emoções de tristeza e alegria.

As pessoas com o segundo chakra aberto de maneira saudável são aquelas que têm relações afetivas e emotivas responsáveis, tanto na relação com a vida material, como com a vida espiritual. Relacionam-se bem com suas próprias emoções, não se isolam, e não têm assuntos pendentes nesse nível da existência.

3º CHAKRA - CHAKRA DO PLEXO SOLAR

Designação em Sânscrito: Manipura (Cidade das Jóias).
Localização: Zona do estômago.
Corpo Áurico: Mental.
Sistema Endócrino: Glândulas do Baço, as secreções gástricas, as glândulas salivares e o Pâncreas (que produz o hormônio insulina, equilibra o açúcar no sangue, transforma os carboidratos que isolam as enzimas, induz a assimilação de gorduras e proteínas).
Relação Física: Baço, fígado, estômago, vesícula biliar (sistema digestivo).
Cor: Amarelo.
Relação com a Árvore da Vida: Netzach e Hod
Função: É o centro da sabedoria e do poder pessoal; manifestação do ego, das emoções, do controle da vontade consciente, da autoconfiança. Em desarmonia, produz patologias tais como diabetes, desordem no tracto digestivo, alergias, sinusite, insônia, alimenta o complexo de inferioridade, diminui as capacidades mentais tais como a lógica e a razão e aumenta a confusão e sentimento de insegurança; traduz-se no medo de ser abandonado. Pretensões ao poder e ao controle, ambição, compulsão de gastar, ânsia por status, são traços que podem estar presentes.

Plano mental: Representa a personalidade, as qualidades da mente racional e pessoal, a vitalidade, a vontade de saber e aprender, o desejo de viver, de comunicar-se e participar. É o nosso ponto de ligação com outras pessoas. Age acentuando as nossas capacidades, sabedoria e força de realizar desejos; traz felicidade, confiança e facilita a descoberta do próprio potencial, permite a facilidade na ação X comunicação.

Por causa disso, é o ponto onde se efetuam as trocas energéticas com outras pessoas, ou seja, onde se reconhecem as qualidades das energias. Como este chakra está relacionado ao pensamento e ao intelecto, mais especificamente com as influências do pensamento sobre o intelecto, pode se fechar em situações de perigo. Assim, dores de estômago e problemas digestivos significam energias perigosas no ambiente, e são a tentativa deste chakra de fechar-se ao perigo. Ele é como um sistema imunológico psíquico, que reconhece as energias, e as redireciona para os outros chakras, assim como para o espírito, quando for o caso. E ele depende, por isso, da integridade do sistema dos chakras. Semelhante ao sistema imunológico físico, que precisa conhecer a estrutura das células de seu corpo, o terceiro chakra é capaz de distinguir o que é nosso, ou “próprio”, do que não é nosso, ou “impróprio”. A auto-preservação depende do auto-conhecimento. Em todos os níveis isso ocorre.

Quando as pessoas com problemas neste chakra o bloqueiam, recusando-se a viver as qualidades dele, podem ter distúrbios digestivos graves, como gastrite, úlceras e hérnias de hiato. São comuns também as doenças crônicas de pele, tipo psoríase. Na fundamentação da Homeopatia, os problemas com fungos, micoses, etc, que se “abrem” nas estruturas e nos tecidos mais superficiais, como pele, cabelos e unhas, também acontecem por falhas no Sistema Imunológico, e são os problemas mais internalizados que podemos apresentar. Ainda segundo a Homeopatia, tratar essas patologias é difícil e demorado, pois a internalização se refere ao nível da energia sutil. Essa dificuldade em responder aos tratamentos, comprovamos também na alopatia. Inconscientemente, este chakra tentará se relacionar com o quarto chakra (coronário), mas como essas pessoas não se relacionam bem com suas próprias emoções, elas passarão o tempo imaginando e ansiando por uma explosão da kundalini. E provocando isso. A cura deste chakra geralmente é exercida pela energia-limite da raiva... Ou de qualquer enfrentamento das negações. Isso gratificará as necessidades pessoais ignoradas, recalcadas e não satisfeitas.

Por outro lado, é um sintoma saudável e tentativa de abertura quando este chakra é capaz de reconhecer energias positivas, geralmente avisando através de pressões na região do plexo, sem desconforto físico.
Quando iluminado pela kundalini, traduz equilíbrio, pois nossa atenção se torna pela primeira vez conectada ao nosso Espírito e nós percebemos isso. Então nos tornamos humanos e receptivos às nossas emoções; elas são nossas, são “próprias”, e não precisam mais ser negadas. Nossas identificações errôneas com nosso ego ou condicionamentos desaparecem e nós começamos a nos identificar com nosso Espírito, que é a nossa verdadeira natureza.

Obs: Os três primeiros chakras interferem também em nosso desempenho profissional. Quando começam a surgir muitos problemas nesta área, é bom equilibrar e estimular esses chakras para também equilibrar os nossos caminhos.

4º CHAKRA - CHAKRA DO CORAÇÃO OU CARDÍACO

Designação em Sânscrito: Anahata (Som silencioso).
Localização: Zona central do esterno.
Corpo Áurico: Astral.
Sistema Endócrino: Glândula do Timo (que não tem correspondência anatômica no adulto, mas que corresponde a fabricação dos linfócitos T, que são células responsáveis por um tipo de defesa específico no nosso sistema imunológico).
Relação Física: Coração, pulmões, fígado e sistema circulatório.
Cor: Primária, o verde e secundária, o rosa.
Relação com a Árvore da Vida: Chesed, Geburah e Tiphareth,
Função: É o ponto central do equilíbrio (ou desequilíbrio) energético e emocional, pois é o ponto de encontro de todos os outros seis chakras. Representa o Amor Incondicional, não egoísta, que nos permite amar inteiramente e sem cobranças. É onde, no Tantra, se experimenta o amor; é, na visão do Nei Ching, o tratado mestre da acupuntura chinesa, o coração, para além de sua função orgânica, é o Shen. Está ligado ao chakra das mãos.
Bloqueios: Incapacidade de amar ou amor sufocante/doentio, egoísta, desenvolvimento de mecanismos violentos de resposta (fuga dos relacionamentos significativos, geralmente), tendência ao escapismo, aos rótulos, a classificar as pessoas: essa serve, aquela não serve, essa é assim, a outra é assado...
Mantra: Yam.
Elemento: Ar.

É também aquele que nos fornece a sensação de completa satisfação e contentamento. É o centro que nos torna pacíficos e generosos, e que também sustenta nossa ascensão espiritual. Quando iluminado pela Kundalini, ele se expressa através do equilíbrio completo em todos os níveis de nossa vida, permitindo bom relacionamento com tudo e com todos, aceitando tanto os aspectos negativos como os positivos, das pessoas e situações, tornando-nos capaz de dar amor sem esperar nada em troca (relação saudável, sem medo). Mas não é a inércia, nem o pacifismo extremos, não vamos confundir.

O sintoma mais importante de distúrbios neste chakra é a cisão corpo/espírito: são as pessoas que vivem apenas no mundo do corpo e só lidam com o ego, com o sexo, com a vida material, ou vivem apenas no mundo do espírito, onde não necessitam de nada. Podem também oscilar de um estado de espírito a outro, sem chegar ao equilíbrio.
As pessoas com este chakra fechado são aquelas desconfiadas. Longe de ser uma atitude protetora em relação ao sofrimento, esta desconfiança apenas demonstra uma punição em relação a si mesmo e aos outros. Porque essas pessoas não conseguem sair de suas trincheiras por causa das decepções que sofreram, e não têm a força de reação para enfrentar os encontros humanos. Não conseguem se permitir o amor; não o pedem, não o aceitam e não conseguem doá-lo. Entretanto, o amor é nosso, nós o doamos, mas ele permanece em nós, como qualidade inalterável. Só mudam os nomes. Medo por que e de que? Vamos pensar nisso.

O amor sempre está à disposição, é inesgotável, e pode ser transmutado, assim como a energia, e pode aparecer em lugares inesperados. Basta que abramos este chakra, façamos sua integração ao sistema e o ancoremos. Dessa forma, criamos uma relação saudável entre o nosso intelecto e o nosso emocional.

5º CHAKRA - CHAKRA DA GARGANTA OU LARÍNGEO

Designação em Sânscrito: Vishuda (Com pureza).
Localização: Base do pescoço.
Corpo Áurico: Etérico Padrão.
Sistema Endócrino: Glândulas tireóide e paratireóide.
Relação Física: Garganta e pulmões.
Cor: Azul claro.
Relação com a Árvore da Vida: Daath
Função: É o centro da comunicação. Oradores, cantores, políticos, professores, poetas, etc., têm geralmente este centro energético bastante desenvolvido. É o portão para a alta consciência, para a purificação e será pelo trabalho deste chakra que poderemos iniciar o caminho espiritual, em conseqüência de nos colocarmos em comunicação com a nossa essência superior.
Bom Funcionamento: Consciência de que temos a responsabilidade do desenvolvimento em todos os sentidos, desde as nossas necessidades materiais até às espirituais. Expressão plena e coerente dessas necessidades, sem medo do enfrentamento de pessoas e situações.
Bloqueios: Medo da desaprovação social, problemas de comunicação que se podem traduzir em rouquidão, gagueira, voz estridente, postura recolhida (daquela pessoa extremamente tímida, que tem problemas em se colocar), ou demasiado erguida, ou seja, o contrário, que é geralmente o arrogante, sempre pronto justamente a classificar os outros, sem, entretanto, permitir-se fazer parte do processo, uma vez que não consegue admitir críticas. Mas pensemos que esses comportamentos são uma fuga, uma couraça.
Mantra: Ham
Elemento: Éter

Um quinto chakra fechado pode significar a recusa em crescer, mudar. As pessoas com este distúrbio podem rejeitar a si mesmas e também aos que as querem ajudar. Elas até podem se tornar eventualmente comunicativas, mas apenas para defender as suas próprias posições, os sistemas e padrões em que acreditam. Pense que pode se dar um tempo e abandonar suas defesas e justificativas. Pode também imaginar um sentido e propósitos diferentes para sua vida. E conviva com pessoas que têm este chakra desenvolvido: elas vêm o lado escuro da vida, mas isto não as impede de exercer sua criatividade e irradiar sua própria luz. Quando alinhado e inserido em um sistema de chakras saudável, vai permitir a comunicação e o entendimento.

6º CHAKRA - CHAKRA DO TERCEIRO OLHO OU FRONTAL

Designação em Sânscrito: Ajna (Centro de Controle).
Localização: Testa, acima dos olhos físicos.
Corpo Áurico: Celestial.
Sistema Endócrino: Glândula pituitária.
Relação Física: Sistema nervoso autônomo / hipotálamo.
Cor: Azul marinho ou Índigo.
Relação com a Árvore da Vida: Chockmah e Binah
Função: É o chakra do conhecimento psíquico, da intuição e coordena os sentidos, permitindo a atuação destes, em freqüências consideradas anormais, ou seja, permite a percepção extra-sensorial. É geralmente muito aberto nos curadores tipo sexto chakra.
Bom Funcionamento: Percepção, conhecimento e liderança. É o estar pleno nos processos.
Bloqueios: Falta de objetivos, instabilidade na vida, medo de aparições, espíritos, fantasmas, fanatismo, falta de opinião, medo de assumir posições, falta de iniciativa.
Mantra: Om
Elemento: Não tem elemento correspondente no mundo físico.

As pessoas com o sexto chakra muito aberto, geralmente são os curadores, que manifestam sintomas de energia descontrolada através de dores de cabeça e enxaquecas fortíssimas. O sexto chakra geralmente é atingido, quando não pode contar com a proteção do terceiro chakra, e nem com a disponibilidade do quarto chakra em associar corpo/espírito, o que pode estar acontecendo apenas circunstancialmente, ou por desequilíbrio mesmo. Outra situação em que as pessoas curadoras deste tipo de chakra são atingidas é quando entram em contato com grande quantidade de energia dos outros, geralmente daquelas pessoas que não gostam de ser observadas tão de perto, mas tentam entrar em sintonia com este tipo de pessoa sexto chakra. Eu os chamo de "voyeur" de vida. Sempre observando, as vezes influenciando estes curadores, mas nunca se colocando concretamente no processo.

Não negar caminhos diferentes do costume é uma boa técnica para curar um sexto chakra fechado; afinal, sabemos que não há desvios no caminho, existem retornos e paradas estratégicas para se entender algo que não ficou esclarecido, ou deixou de ser vivido. Então, todos os caminhos são válidos se estivermos dispostos a lhes entender o sentido e as lições.
Mestre Osho diz: Antes que você morra... Nada se poderá fazer. Ou seja: antes que seu ego morra, e que você tente viver sua vida como você mesmo, sem apegos que não têm razão de ser, você morrerá sem ter vivido.

As pessoas tipo sexto chakra saudáveis primeiro usam sua energia sobre si próprios, e assim, se mantêm em coerência. Elas vêm as coisas que são úteis para a vida delas, e não fogem de procurar as situações e pessoas de que precisam para se equilibrar, seja em que nível for. A própria circunstância de estarem no caminho, seja ele que caminho for, as faz seguras. Têm clareza de seus propósitos, mas sua vida nem sempre é fácil, pois são geralmente incompreendidas e/ou repelidas, por desconhecimento dos outros a seu respeito. Sua maneira de ser livre as separa das pessoas, que as classificam em tipos estranhos e se afastam delas.

Os distúrbios físicos podem ser manifestados por aqueles que curam, mas estão tão absorvidos nas energias dos outros, que se esquecem de si próprios.

7º CHAKRA - CHAKRA DA COROA OU CORONAL

Designação em Sânscrito: Sahasrara (Lótus das mil pétalas).
Localização: Alto da cabeça, logo atrás do ponto mais alto do crânio.
Corpo Áurico: Causal.
Sistema Endócrino: Glândula pineal.
Relação Física: Cérebro superior e olho direito.
Cor: Violeta, Branca ou Dourada.
Relação com a Árvore da Vida: Kether
Função: É o ponto de ligação das pessoas com os Mentores Espirituais e também por onde entra a energia proveniente da Fonte.
Bom Funcionamento: Dá um sentido próprio à existência do indivíduo, sentido de totalidade, de fé, de paz.
Bloqueios: Puberdade tardia, incompreensão da espiritualidade, tanto a própria como a dos outros, e conseqüentemente uma visão materialista da existência.
Mantra: Aum.
Elemento: Não tem elemento correspondente no mundo físico.

Quando este chakra está muito aberto, significa a busca de um significado mais espiritual para uma vida sem sentido. É uma defesa contra uma vida sem espiritualidade, é um pedido de socorro. O oposto, ou seja, fechamento deste chakra, é um sinal de recusa em se ouvir o espírito, e é comum naqueles guiados pela razão, ou em fanáticos, sectários, sejam políticos ou religiosos. Quando está em um sistema de chakras saudável, este chakra, como, aliás, os outros, se fechará para reavaliar suas necessidades e posições, bem como para agir em conseqüência dessa reavaliação. (continua)

* * *

Dependendo do nosso momento de vida, e de que componente emocional está predominando em nós, nossos chakras se movimentarão de acordo com padrões diferenciados, que poderão ser circulares, ou desorganizados. Também sua cor poderá estar embaçada e com manchas. Entretanto, se estiverem parados, significa que estão bloqueados, não importa se são brilhantes e coloridos (e embora pareça que a cor é uma abstração, vamos ver agora que os atributos delas são importantes no trabalho de ancoragem e cura dos chakras).

Como tudo na vida é equilíbrio, precisamos de momentos de estase, parada, mas também a mudança é extraordinária, é necessária, e não sei porque resistimos tanto a mudar as nossas vidas, a sacudi-las, percebendo que não importa o quanto a mudança nos beneficie ou não, mas que é processo. E estamos todos em processo (caminho), não é?
O fato é que, quando passamos por processos de mudança, isso afeta também nossos parceiros (e aqui no sentido amplo, de relações pessoais, de trabalho, etc). Isso requer reavaliações constantes, e as pessoas que fogem às mudanças estão apenas se protegendo de negociações.

Bem, se estamos dispostos a alinhar, equilibrar e curar nossos chakras, e trabalhar nossos bloqueios vamos esquecer a estase como forma preferida de vida. A capacidade de estar em sintonia com a essência da vida depende da experiência de vida e da liberdade em relação aos nossos bloqueios psicológicos. Com honestidade e disposição de encarar a nós mesmos. Vamos sair de nossas "casas de caracol". Que eu saiba, os caracóis não têm chakras.
O conhecimento dos chakras nos torna possível a auto-cura, pois quando relacionamos um sintoma de desequilíbrio físico ou emocional com o chakra correspondente, podemos retornar ao equilíbrio sintonizando a cor de vibração, assim como a manipulação equivalente ao chakra afetado pelo desequilíbrio. Para isso temos que estar sintonizados com os nossos sentimentos; caso contrário, não conseguimos identificá-los, compreendê-los e equilibrá-los. Se não fizermos isso, não conseguiremos evitar que esses sentimentos passem para o inconsciente e se transformem em doenças crônicas, o que, como já vimos, é conseqüência de um chakra em desequilíbrio. Da mesma forma, é conveniente que entendamos que cada um de nós tem, em manifestação, vários caminhos se sobrepondo, mas que as escolhas dos caminhos da alma e da personalidade, são o determinante para que sigamos, cada um de nós, nosso estágio evolutivo particular. E destas escolhas depende como vamos funcionar e integrar, em nossa personalidade, os aspectos de nossa mente, sentimentos, corpo e sentidos físicos. E fazer isso de forma saudável é o nosso propósito, por isso, seria interessante que utilizássemos o conhecimento dos distúrbios e patologias vistas anteriormente, como um guia para essa harmonização.
O primeiro procedimento para começar um trabalho de limpeza, equilíbrio e cura, é construir um centro de equilíbrio novo. No caso, fazer uma ancoragem, o que significa criar uma âncora, que nos centre, que nos coloque conscientes do mundo e nos coloque em interação com todos os processos.

Existem várias maneiras de se fazer a ancoragem, seja ela em posição ortostática (de pé), ou sentada, mas o principal é que se utilize a visualização para perceber um centro de energia circular vermelha no lugar onde está situada a Kundalini. Você pode colocar suas mãos sobre este chakra, ou não. Caso queira, então coloque a mão direita acima do púbis e a mão esquerda sobre o cóccix. Respire devagar e esteja relaxado. Projete então um cabo, que pode ser vermelho ou de outra cor, mas que é uma continuação deste disco, e que desce em direção ao centro do planeta. Você estará apenas direcionando a sua energia, não se preocupe que ela não acabará. Veja com seus olhos físicos, trabalhe mesmo de olhos abertos. E não precisa segui-la com a mente, basta que veja o cabo descer. Quando atingir o que julga que na sua visualização seja o centro do planeta, crie uma âncora ou mesmo raízes, para que você esteja conectado a esse centro. Desloque-se então, e veja se o cabo de ancoragem o acompanha com facilidade. Se isso não acontecer, repita o procedimento quantas vezes sejam necessárias. Estando assim centrado, você pode canalizar suas emoções negativas e despejá-las pelo cabo até o centro do planeta. Faça isso agora. Sente-se e observe o desprendimento delas. Esse processo também permitirá que, a cada novo estímulo, você se encontre alerta e pronto a responder de forma consciente e responsável. Ensino meus pacientes a fazer este exercício, mas eu o chamo de mobilizar a energia Ki, para equilibrarem o seu centro de gravidade pélvico, com o centro de gravidade do planeta, mas dependendo do grau de impossibilidade de alguns, eles o fazem deitados. Isso não importa.
Ao terminar, desprenda o cabo de ancoragem, e deixe que ele se desfaça.

A propósito de ancoragem, já discutimos uma técnica parecida com essa, relacionada à cura dos buracos áuricos e ancoragem da aura. Pois falamos de ancoragem da Kundalini, mas precisamos falar também de aura, e de limites. Sem limites, nada flui de forma organizada, nada se equilibra. Mas falo de limites saudáveis, da organização do trabalho que permite a vivência. Existem pessoas que confundem limites com fugas. Elas se põem em limitação para com a vida. Criam mecanismos de limite para fugir, e assim descambam para o rigor excessivo ou a experiência exagerada, verdadeiro excesso, de algo. As fugas são o maior motivo de desequilíbrio e, conforme vimos na Parte I deste texto, são elas as responsáveis pelos bloqueios nos nossos chakras. As fugas são fronteiras que usamos para que não nos permitamos e aos outros a aproximação. As pessoas em fuga são aquelas que se dedicam excessivamente somente a um compartimento de sua vida, e se fecham para os outros, geralmente para não terem que enfrentar seus medos. São excelentes políticos (mas só vivem a política), são excelentes empreendedores (mas só vêm os negócios), pessoas dedicadas a uma causa (mas se esquecem que a vida tem muitas causas), etc. São aqueles que não conseguem ter uma vida pessoal. Não conseguem direcionar sua energia vital para si mesmos. Quem é cabalista pode perceber que isso acontece porque temos tendências a identificação com os conteúdos da nossa consciência, isso é, a experiência da consciência de nós mesmos. Assim, existem pessoas que são mentalmente identificadas, e outras que são emocionalmente identificadas, o que é útil e necessário, mas para o equilíbrio precisamos cultivar ambas as tendências. Se uma pessoa cultiva mais a mente, precisa desenvolver mais a experiência e expressão dos seus sentimentos, e não reduzir a esfera de sua consciência mental. Nesse caso, diríamos que a Mente (Hod) está muito desenvolvida em relação aos Sentimentos (Netzach), e que para haver equilíbrio, será necessário ampliar Netzach, e não reduzir Hod.

Ancore e cure a sua aura, estabelecendo limites saudáveis e se livrando do que não seja. Fique de pé, equilibrado, e crie uma forma de luz em torno do seu corpo, que tenha as bordas um pouco afastadas dele. Essa luz será branca e brilhante, Observe como ela se comporta. Você é capaz de mantê-la em formato uniforme, sem falhas e interrupções? Ou ela está disforme, com "buracos"? Visualize-a da forma mais clara e uniforme que puder. Sinta-a envolvendo mesmo o seu corpo. Agora imagine que essa luz também cria um cabo de ancoragem, da mesma forma que fez com a Kundalini. Enraíze-se. Use esse cabo para levar para o centro do planeta todas as distorções que existem na sua vida. Para isso, será necessário que você seja um observador atento e crítico de si mesmo. Da mesma forma que fez quando ancorado com a Kundalini, movimente-se no espaço em que estiver, e veja se esse cabo o acompanha bem. Havendo alteração na aura ou nesse cabo, recomece até que sua aura fique estável, clara e sem interrupções. Lembre-se, você está no comando do processo. Então, desfaça o seu cabo de ancoragem, porém fique dentro da visualização da sua aura. A Cruz Cabalística também pode ser realizada com o objetivo de limpeza da aura.

Agora, faça a ancoragem da aura e da Kundalini juntas. Dentro da sua aura, visualize o cabo de ancoragem saindo do primeiro chakra e descendo, cruzando a aura. Mais uma vez, não o acompanhe, apenas observe-o descer. Agora mude a cor desse cabo. Deixe-o da mesma cor da aura. Crie um segundo cabo, a partir da aura, e que envolva o cabo de ancoragem da Kundalini. Mais uma vez, é por esse cabo que você se livrará das energias presas à sua aura. Livre-se delas agora.
Nesse exercício, você se livrará simultaneamente das energias internas represadas, através do cabo da kundalini, e das energias externas que estão presas à sua aura, pelo cabo da aura.

Então, para ficar mais claro: Energias internas represadas sob forma de desequilíbrio, são resultantes do que você pensa e faz a si mesmo, e descem por meio do cabo de ancoragem da Kundalini. Energias presas à aura, e que resultam das influências externas, bem como de seus sentimentos em relação à sua ligação com o mundo, o que você pensa das pessoas e o que as pessoas pensam de você, descem pelo cabo de ancoragem da aura. Ao final da construção desses cabos, teremos duas ancoragens, a interna e a externa, que a envolve.
Faça esse processo até dominá-lo e se sentir confortável nos limites de sua aura.
Antes de começarmos a falar da proteção da aura, é importante que pensemos que proteção, aqui, não terá o sentido de fechamento. Não se trata de construir muros fechados (como a cerca óctupla que os orientais construíam), em torno de nós mesmos. Isso impede apenas que vivamos, sempre esperando que todas as energias que entrarão em contato conosco sejam prejudiciais. Ou sempre acreditando que as pessoas nos estão avaliando, julgando. Isso fechará ainda mais nossos chakras. Vamos nos lembrar que os bloqueios são percebidos através dos problemas crônicos nos órgãos ou sistemas relacionados aos chakras, e que significam aceitação das situações conflituosas e recusa em trabalhar o chakra envolvido. O trabalho envolve estar consciente e envolvido com a vida, e não fechado para ela.

Crie as imagens que quiser, de proteção, para sua aura, estando dentro dela. Mas crie-as pensando que o objetivo delas é "segurar" sua energia e manter você equilibrado, apesar das flutuações energéticas e dos problemas que precisará enfrentar no dia a dia. De maneira nenhuma crie armas, de preferência utilize símbolos de paz. Podem ser flores, anjos, o importante é que sejam fortes o suficiente para cumprir seus objetivos. Examine essas sentinelas todos os dias; se verificar que elas não estão funcionando, dissolva-as e crie outras... Neste processo, você deve se tornar capaz de se livrar das imagens que o prendem a conceitos antigos e lhe permitir interagir com as pessoas em outro nível. Mas sempre lembrando que energias não são boas nem más, elas apenas são, e podem ser modificadas, redirecionadas, reaproveitadas. Estamos no controle disso, podemos modificar nossas relações com as energias. Mais tarde, você poderá aplicar este processo aos chakras também.

Encontrar uma forma de fixar as mudanças e as energias é agora o próximo passo, pois a transformação e a cura neste momento, já são possíveis.
O Sol é utilizado como símbolo para representar a energia que você tem, que é ilimitada, e que pode transformar a sua vida. O sol lhe mostrará que sua energia é viva, transformadora, e que está sempre à sua disposição. Esse sol é o seu oitavo chakra.
Para realizar essa cura do sol, sente-se e ancore sua kundalini e visualize a sua aura. Visualize então um sol sobre a sua cabeça, logo acima da sua aura. Esse sol contém todos os seus poderes de cura, que você pode usar no momento em que quiser. Sinta o calor do sol e observe a sua energia dispersa no ambiente sob forma de conflitos, situações que você não consegue resolver, bloqueios, indo em direção a esse sol, se concentrando nele. Veja essa energia se modificar. Ela está limpa. Perceba que essa energia poderá ser reutilizada, modificada, para lhe dar uma nova perspectiva das situações mal resolvidas. Nessa etapa, você irá imaginar esse sol queimando e purificando suas energias.

Depois, faça uma abertura na parte superior da sua aura, e deixe que a energia do sol penetre nela. Deixe que essa energia preencha a sua aura, e sinta o calor em toda a superfície da sua pele. Respire essa energia, interiorizando-a através de cada inspiração; sinta que ela está em sua circulação sangüínea, em todas as estruturas do seu corpo, em cada célula. Torne a sua aura dourada, e faça o mesmo com o cabo de ancoragem da kundalini. Sinta essa energia circular pelo seu corpo, e descer pelo cabo de ancoragem, limpando-o também. Não se preocupe, a energia não se perderá. Lembre-se de que ela é infinita, e este processo apenas serve para que você se liberte de tudo o que está estagnado e não tem mais utilidade para você.

Quando sentir que essa etapa está terminada, feche a abertura no alto da sua aura, e deixe que a energia do sol fique dentro de sua aura. Permaneça ancorado e sentado, mas se incline na direção do chão e toque-o com as mãos, mantendo sua cabeça pendente. Deixe que a energia que está em seu corpo se escoe em direção ao centro do planeta, através de seus pés e mãos. Quando sentir que todo o seu corpo está limpo, renovado, volte a sentar-se. Desfaça o cabo de ancoragem.
Tratar seus chakras com a energia do sol é um processo que pode ser feito para todo o sistema ou para um chakra em particular. Para isso, ancore sua kundalini, visualize sua aura e seu sol sobre a sua cabaça. Canalize-o através da abertura na aura, e pela inspiração, leve-o para o interior do seu corpo, antes criando um cabo se energia dourada; faça esse cabo passar através do seu sétimo chakra e mude a cor dele de violeta-púrpura para dourado. Veja a faixa entrando em sua cabeça, passando agora pelo sexto chakra, mudando sua cor de índigo para dourado. Chegue ao chakra da garganta e mude sua cor de azul para dourado. Continue descendo, chegando até o chakra do coração, passando de verde a dourado. Deixe que essa luz dourada vá até as suas mãos e deixe parte dela aí. Continue fazendo o cabo descer e penetrar no seu plexo solar, mudando-o de amarelo para dourado. Faça o mesmo com o segundo chakra, mudando sua cor de laranja para dourado. Passe pela kundalini, mudando sua cor de vermelha para dourada, e direcione a luz dourada para os pés. Continue o processo de descida pelo cabo de ancoragem, fazendo com que ele se torne também dourado e dirigindo-se ao centro do planeta. Finalize inclinando seu corpo e tocando o chão. Sinta a energia excedente, se houver, escoando. Sente-se quando terminar e desfaça o cabo de ancoragem. No processo de fazer a energia dourada passar pelos chakras, você pode fazê-los girar. Isso ativará um chakra bloqueado.

Esse texto não esgota o assunto. Um tratamento completo dos chakras pode ser feito com a leitura de sua cor, forma e diâmetro. Dessa forma, os chakras poderão ser colocados em suas dimensões normais e em alinhamento. Você pode, entretanto, utilizar as técnicas de visualização dos chakras para redimensioná-los. Para isso, utilize as imagens de discos giratórios e coloridos, atribuindo a cor de cada chakra. Preencha-os com brilho, e acerte suas bordas com as mãos. Da mesma forma, você pode utilizar cristais para tratar seus chakras, seja colocando-os sobre a localização do chakra no seu corpo, seja desenhando uma figura humana e colocando-os nos locais que correspondem aos chakras.
Sabemos que todos os níveis do ser humano estão interligados, e a medicina atualmente reconhece cada vez mais a profunda interação entre o corpo e a mente. A este propósito, vamos falar agora da kundalini. Ela tanto pode limpar os chakras acima dela, como pode ativar, com sua energia, todos os demais, dando como resultado o transporte à consciência física das faculdades despertadas de cada chakra.

No Nei Ching, o livro onde se fundamenta a acupuntura, vemos que existem milhões de retículos tênues, por onde circula "Ki", a energia que percorre os meridianos, condutos energéticos distribuídos pelo corpo. Essas energias correspondem a glândulas e órgãos do corpo humano, e estão equilibradas. Desequilíbrios traduzem-se por doenças, e, no caso da kundalini, se excessiva, ou se provocada sem responsabilidade, pode danificar todos os chakras, deformar a aura, e levar a pessoa a ter alterações de consciência, apresentando até mesmo, na evolução, quadros mentais.
Despertar a kundalini é algo de muita responsabilidade, essa energia orientada pelo ego é o caos. A maioria das escolas orientais diz que a kundalini ascende de acordo com os méritos do coração. Por isso, pense bem em qual é mesmo o seu objetivo e se você está preparado para isso. E mais, de preferência, estude e trabalhe com alguém orientando você.
Para acalmar as explosões da kundalini, faça também uma cura, desta vez, da Lua. Sente-se em uma cadeira, coloque as mãos sobre os joelhos. Respire normalmente, e visualize e sinta a sua aura, como já visto acima. Pense que essa aura agora é avermelhada, da cor da kundalini. Sinta o calor que envolve você.

Visualize então uma Lua azul e fria, acima da sua cabeça. Perceba que a energia dela é fria e relaxante. Visualize a kundalini como uma coluna que, a partir da sua localização, sobe em linha reta, passando através do seu corpo e saindo pelo sétimo chakra. Agora, deixe que um raio de luz azul saia da lua e comece a empurrar o fogo da kundalini. Veja como ela empurra esse fogo através do seu corpo, perceba que o raio azul faz a energia da kundalini recuar, até que ele chegue na região do primeiro chakra. Perceba que o calor acabou, e que a sensação agora é de frescor e relaxamento. Coloque a mão direita acima do púbis e a esquerda no cóccix. Retenha a energia da kundalini aí, que é o local onde deve estar. Faça este chakra girar. Agora, crie um cabo de ancoragem para a kundalini, e direcione a energia a partir do chakra, para o centro do planeta. Deixe que a lua se dissipe. Trate os chakras, pois eles terão se desalinhado e desequilibrado durante as explosões da kundalini.
Invocações para a saúde

No nome do Cristo, eu chamo ao Seraphim de Deus para restabelecer a inteireza de meu ser e especificamente curar as condições seguintes: [… inserir qualquer problema físico, emocional ou espiritual].
Amado Seraphim de Deus venha agora com sua poderosa força e me restabeleça pelas energias do Grande Sol Central. Restabeleça todos os níveis de meu ser e os traga no alinhamento de meu Santo Cristo Pessoal. Eu peço milagres de cura!
Amada Kuan Yin, toque meu chakras com o amor do despertar da chama de clemência de forma que eu possa sentir o poder curativo da clemência de Deus. Amados Anjos de clemência, venham agora a mim, que eu possa conhecer a profunda sensação de resolução interna em todas as condições de minha vida.
Eu estimulo os raios de arco-íris de Deus para acalmar, curar, equilibrar e transmutar tudo aquilo que é menos que a inteireza de Cristo em minha casa, minha comunidade e o planeta inteiro. Eu peço ao fogo do arco-íris de Deus para me ajudar a clarear a cura de minha consciência, ser e mundo de tudo aquilo que é menos que o sucesso Crístico. Amém.

(Autor desconhecido)

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